A missão do Messias
Quando o profeta Isaías teve a sua visão do Messias, registrada no capítulo 11 de sua profecia, ele entendeu o ministério messiânico como uma obra de restauração da vida humana, em três aspectos:
Nos versículos 9 e 10, Isaías pinta o maravilhoso quadro, com o qual estamos familiarizados, da restauração do relacionamento dos seres humanos com Deus, que juntam-se ao redor da raiz de Jessé, o Messias, estandarte dos povos.
Se voltarmos aos versículos 3 a 5, vemos a ação do toco de Jessé na restauração da justiça social na sociedade humana.
O tema dos versículos 6 a 8, é o da restauração da harmonia na criação. Em termos modernos, chamamos isso do resgate do meio-ambiente. É interessante observar, no versículo 8, a referência ao relacionamento entre a criança e a serpente. Isso nos remete ao estrago feito na criação pelos primeiros seres humanos através da sua desobediência a Deus (Gênesis 3, especialmente v. 15). Estrago que, agora, é consertado pela intervenção do Messias.
Em João 21, Jesus comissiona os discípulos, enviando-os “na maneira em que o Pai” O enviou. Em Efésios, Paulo identifica a Igreja como Corpo de Cristo, isto é, o Corpo do Messias, que, no seu ministério, cresce à estatura da plenitude de Cristo, isto é, do Messias (Efésios 4.11-13).
Chegamos, então, à conclusão de que a Igreja foi chamada para dar prosseguimento ao ministério do Messias, no mundo. O que implica que devemos nos empenhar em obras que visam a restauração da vida humana, nos três aspectos apresentados por Isaías: na justiça social, no relacionamento com a criação e no relacionamento com Deus.
Fonte: Site da CBB / Mark Greenwood
O trabalho da Igreja que contempla aspectos sociais, portanto, concorre para que participemos em todos os aspectos da missão do Messias, e não apenas de parte dela, sendo uma presença transformadora na comunidade onde está inserida.
A Igreja que não transforma a comunidade onde está, em todos os seus aspectos, precisa e pode repensar seu papel.